Novo documentário sobre Michael Jackson revela bastidores inéditos do julgamento que abalou o mundo da música
Written by Fernanda Cardoso on 5 de junho de 2026
Mais de duas décadas depois de um dos casos mais polêmicos da história do entretenimento, a Netflix lançou a série documental “Michael Jackson: O Veredito”, trazendo detalhes inéditos dos bastidores do julgamento que colocou o Rei do Pop no centro das atenções em 2005.
Dividida em três episódios, a produção reúne depoimentos de jurados, advogados, investigadores, ex-funcionários e pessoas próximas a Michael Jackson. Como as câmeras de TV foram proibidas dentro do tribunal na época, a série promete mostrar tudo aquilo que o público nunca viu.
Revelações de ex-funcionários chamam atenção
Entre os relatos mais comentados está o de Vincent Amen, ex-funcionário do rancho Neverland. Ele afirma que Michael costumava criar apelidos para algumas crianças que frequentavam o local e também relata situações envolvendo materiais encontrados na propriedade.
Segundo seu depoimento, revistas e outros conteúdos teriam sido descartados durante uma limpeza realizada após o início das investigações. As declarações reacendem debates que acompanham a trajetória do cantor até hoje.
Michael ficou escondido em Las Vegas
O documentário também revela onde Michael Jackson estava enquanto sua casa era alvo de buscas e a imprensa acompanhava cada passo da investigação.
De acordo com a jornalista investigativa Diane Dimond, o cantor se refugiou em Las Vegas durante o período mais intenso da cobertura midiática, tentando escapar da pressão e da exposição constante.
Jurados contam o que pensavam na época
Pela primeira vez, integrantes do júri falam abertamente sobre o que sentiram durante o julgamento.
Uma das juradas admitiu que algumas atitudes de Michael levantavam questionamentos pessoais, mas destacou que também acreditava que parte da cobertura da imprensa tentava construir uma narrativa específica sobre o artista.
Os depoimentos mostram o quanto a decisão foi complexa e cercada de pressão pública.
Ameaças de morte e preocupação constante
Outro tema abordado na série é a segurança do astro. Kerry Anderson, responsável pela proteção de Michael na época, contou que o cantor recebia ameaças frequentes e precisava ser escoltado constantemente.
Mesmo assim, Michael insistia em manter contato próximo com os fãs, muitas vezes contrariando as recomendações da própria equipe de segurança.
Macaulay Culkin voltou a defender o amigo
O documentário também relembra a amizade entre Michael Jackson e o ator Macaulay Culkin.
Apesar das acusações levantadas ao longo dos anos, Culkin sempre negou qualquer comportamento inadequado por parte do cantor e foi uma das testemunhas que depôs a favor dele durante o julgamento.
Absolvido, mas nunca mais o mesmo
Em junho de 2005, Michael Jackson foi considerado inocente em todas as acusações apresentadas contra ele. No entanto, pessoas próximas ao cantor afirmam que os impactos emocionais e profissionais daquele período jamais foram superados.
O documentário reforça a ideia de que, mesmo após a absolvição, a imagem pública do artista nunca voltou a ser a mesma.
Quatro anos depois, em 25 de junho de 2009, o Rei do Pop morreu aos 50 anos, encerrando uma das carreiras mais marcantes — e também mais controversas — da história da música.