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Brasil se despede de Arlindo Cruz, o mestre que fez o samba sorrir e chorar

Written by on 8 de agosto de 2025

Arlindo Cruz, ícone da música brasileira, faleceu nesta sexta-feira (8), aos 66 anos. A notícia foi confirmada pela esposa, Babi Cruz.

O cantor e compositor vinha enfrentando problemas de saúde desde 2017, quando sofreu um AVC hemorrágico em casa. Depois de um ano e meio internado e anos longe dos palcos, Arlindo ainda passou recentemente por um quadro de pneumonia.

– Um gigante do samba
Nascido no subúrbio do Rio, Arlindo ganhou seu primeiro cavaquinho ainda criança e, desde cedo, mostrou que o samba corria nas veias. Na juventude, tocou ao lado de nomes como Candeia e frequentou o histórico Cacique de Ramos, onde conheceu Jorge Aragão, Almir Guineto e Zeca Pagodinho.

Em 1981, começou a brilhar como compositor — suas músicas ganharam voz na boca de gigantes como Beth Carvalho, Alcione e Maria Rita. Logo depois, entrou para o Fundo de Quintal, onde ficou por 12 anos, ajudando a criar clássicos como “Seja Sambista Também” e “Só Pra Contrariar”.

Seguindo carreira solo, lançou álbuns e DVDs de sucesso, como o inesquecível MTV Ao Vivo: Arlindo Cruz. Ao longo da carreira, escreveu centenas de músicas, fez sambas-enredo para escolas, foi premiado no Prêmio da Música Brasileira e indicado cinco vezes ao Grammy Latino.

Um legado que fica
Seu último trabalho, 2 Arlindos, foi feito com o filho Arlindinho em 2017, pouco antes do AVC que mudou sua trajetória. Mesmo longe dos palcos, o nome de Arlindo Cruz continuou ecoando em rodas de samba, desfiles e playlists.

Hoje, o Brasil perde um artista que não só tocou cavaquinho, mas também tocou corações. E como ele mesmo diria: “Seja sambista também”.


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